Notícias · 15 de agosto de 2026
Creuzamar 1301: a voz das periferias rumo a Brasília
A campanha a deputada federal apresenta o número 1301 e o compromisso de aquilombar o Congresso com as pautas de moradia, igualdade racial e direitos da mulher negra.

A campanha de Creuzamar a deputada federal pelo Maranhão apresenta o número 1301 e um compromisso claro: aquilombar o Congresso. Não é metáfora de palanque. É o método de quem veio do movimento de moradia, do quilombo, da periferia de São Luís e da Câmara Municipal — e agora disputa uma cadeira para levar essa escuta à lei federal.
Quem chega com o 1301
Creusamar de Pinho, Creuzamar na urna, é mulher negra, quilombola, assistente social e a primeira vereadora quilombola da Câmara de São Luís. Natural de Codó, criada na periferia da capital, militante do PT desde 1990, mulher com deficiência e mãe de três filhos. O slogan da campanha resume o que essa biografia já disse: Sou uma, mas não sou só.
Na Câmara, o mandato foi coletivo. Levou as agendas dos movimentos para o parlamento, aprovou a Política Municipal de Produção Social de Moradia por Autogestão e o Estatuto Municipal da Igualdade Racial. O que se pede agora é escala: transformar essa prática em política nacional, com orçamento, terra e reparação.
Aquilombar o Congresso
Aquilombar o Congresso é ocupar o lugar onde as decisões ainda chegam tarde — ou não chegam — para quem vive de aluguel, de ocupação, de terreiro, de bairro sem título. É defender moradia digna por autogestão, titulação dos quilombos, igualdade racial com recurso público, direitos da mulher negra, trabalho justo, educação antirracista, liberdade religiosa e acessibilidade real para pessoas com deficiência.
Não se trata de uma candidatura-vitrine. Trata-se de uma deputada que sabe o preço da casa, da creche, do posto que não funciona e do racismo institucional que atravessa saúde, educação, segurança e trabalho. O Maranhão é território negro. A política federal precisa ser também.
As bandeiras que vão na mala
A casa é a porta de entrada para todos os direitos: autogestão habitacional, regularização fundiária e protagonismo das mulheres — sobretudo das negras chefes de família. Igualdade racial com titulação e orçamento, não só reconhecimento de identidade. Renda, cuidado, saúde da mulher e enfrentamento à violência. Trabalho decente e economia popular. Escola pública com a Lei 10.639 de verdade. Terreiros protegidos. Acessibilidade que não se resume a rampa de inauguração. SUS com recorte de raça, gênero e território.
Oito bandeiras construídas com os movimentos. Para o Maranhão e para o Brasil. Uma candidatura só faz sentido se for coletiva.
Como essa campanha se faz
Campanha de mutirão: comitês territoriais, rua, redes, articulação com movimentos e arrecadação legal. A vaquinha oficial está no QueroApoiar, plataforma homologada pelo TSE — somente pessoas físicas. Quem quiser militância encontra lugar em Voluntariado. Quem puder contribuir, no link oficial: queroapoiar.com.br/creuzamar.
Creuzamar 1301 não pede voto só no nome. Pede companhia. Porque uma vai, mas não vai só — e o Congresso precisa sentir o peso de quem constrói este país com as próprias mãos.